A parte mais intima de mim é justamente a que deixa de ser minha toda vez que praticada: a escrita.
Escrevo porque as palavras ditas me parecem moldadas as situações em que são empregadas, já que nascem poluídas por efeitos sonoros e deformadas, muitas vezes, por pequenas expressões e movimentos involuntários do corpo, tal como um inocente espirro. Escrevo porque não me basta imaginar, não me basta construir ideias se eu não puder transforma-las em algo concreto como arte, arte que me atrevo.
Escrevo também para deixar em registro coisas além-mundo como as coisas belas, como as que trazem sorrisos e arrancam lágrimas. Hoje, em especial, escrevo por mais um motivo... Porque palavras te alcançam.
Queria dizer, antes de começar propriamente, que este texto há muito vive em mim e que por sentimentos como receio e medo deixei ele permanecer aqui dentro... Mas hoje, por ter achado alguma forma de motivo, decidi compartilha-lo.
Então, para tornar registrado e real, para alcança-lo de forma pura e verdadeira, eu lhe escrevo agora.
Começo assim: Obrigada por existir.
Entenda existência como algo concreto que modifica o meio, como fundamento do passado e base para um futuro. Assim... como realmente é.
Depois de entendido isso eu digo mais, digo que você existe em mim! Você existe em mim toda vez que me compartilha as suas palavras e me acrescenta enquanto ser. Você existe em mim sempre que me presenteia com seus olhares e seus sorrisos. Existe em mim sempre ao ler Caio e sempre ao viver Caio. Existe tão pura e simplesmente que só de surgir em pensamentos me deixa a sorrir. E agradeço por isso.
Também gostaria de por em papel que gostar de você é bom como sorvete em dias quentes e que paixão - por você - foi a primeira coisa que respirei quando me atrevi a por o nariz pra fora do casulo.
Que apreensão. É vontade enorme de ser útil pro seu bem estar, apagar a luz pra você dormir, dizer até logo amanhã e não mais até logo qualquer dia. É acompanhar, segurar sua mão sem os dedos estarem entrelaçados. É dançar! Dançar sem pretensão, despreocupado com o mundo lá fora, com as variações do tempo. É recitar poemas... Eu te amo porque te amo, no meio da ponte, em alto mar, aos quatro ventos. Porque amor é estado de graça!!! Eu grito, eu grito! ... Aqui dentro, lá fora, em todo lugar.
Você é pessoa-além-mundo, do tipo across the universe. Poço de luz. Quem mais faz brotar amor? Quem mais, amor?
Eu queria correr, te abraçar, te carregar no colo, amar.
Te guardaria dentro da barriga pra te proteger do mundo.
p.s.: Acho que agora só te faltam seis vidas. Cuide bem delas.
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Eu me encaixo, e sonho, e permaneço! Permaneço nas tuas mais sinceras palavras, e ponho a prova os meus mais singelos desejos... Fez-me pensar, moça. E isso é bom! ^^ "Quem mais faz brotar amor? Que mais, amor?" Belíssimo!
ResponderExcluirGrande beijo,
Fran.
Lindo... Quando vamos ler novos textos?
ResponderExcluirLindo... Quando vamos ler novos textos?
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