Aqui, não sei onde, chove uma chuva que embaça o vidro, e chuva no vidro faz esses barulhos malditos que desde não sei quando me atormentam.
Esqueço o medo, olho em frente, busco o motivo, a causa já perdida, a culpa ou o culpado por estar, ainda, esperando a sua volta. Eu corro por essa noite e sei que ele sempre dizia pra eu não ter pressa, vá de vagar, eu me lembro, tudo ao seu tempo, perdi meu tempo e se não fosse essas luzes pra ofuscar meus olhos, pra me impedir de ver aonde vou, eu seria capaz até de voar, mas é preciso atenção na estrada.
Não sei se mais corro, se mais penso ou se mais vivo esse momento. Na certa todos acontecem por uma vontade, um impulso único que nasce e não sei de onde vem, mas vem.
Eu só sei que lá em casa quando chovia essas chuvas e eu corria sem parar, meu pai me abraçava e dizia pra eu não ter medo.
Não tenha medo, e eu não tenho... esse é só mais um sinal do meu caminho e mesmo vermelho seguirei em frente.
Que legal ler seu blog! Sempre um prazer... ^^)
ResponderExcluirSempre lindo... sempre agradável!
Muito bom!
Beijos.